segunda-feira, 15 de julho de 2013
MORTE VIRTUAL
Tenho vivido
Do superficial
Dos meus sentimentos,
Da precária experiência
De viver provisoriamente
A espera do fim,
Do limite de todo desejo
E da frustração
De apenas
Suportar a vida
Tenho vivido
Tão pouco
Que me dei
De repente conta
Que a vida,
Simplesmente,
Já não mais
Existe....
domingo, 14 de julho de 2013
DESPERTAR SOMBRIO
Estive por tanto tempo tão longe dos fatos,
Tão distante das certezas
E meu intimo labirinto de duvidas
Que quase não me dei conta
Que o mundo não
Mais existia
Em meio a multidão,
Modas e os jornais...
segunda-feira, 8 de julho de 2013
ENFERMIDADE E FINITUDE
Estava ali
Incerto da vida
Sentindo inteiramente
A aflição da carne.
Agora sabia
O quanto minha existência
Era fisicamente
O tempo vivido,
O quanto todo pensamento
E emoção
São meras manifestações
Do meu corpo oco
De metafisicas e imaginações,
Reaprendia a condição humana
Através da enfermidade...
Estava naquele instante
profundamente lucido
E enfermo.
TEMPO, MEMÓRIA E FINITUDE
Enquanto passava
Pela estrada de uma
Memória
Olhei para trás
E vi o futuro,
Vi toda minha
Existência
Desbotada e perdida
Em um canto de tempo.
Nada mais havia
A ser feito
Ou vivido.
Surpreendia- me
Inteiramente desfeito
Naquela memória
Morta de amanhã...
Pela estrada de uma
Memória
Olhei para trás
E vi o futuro,
Vi toda minha
Existência
Desbotada e perdida
Em um canto de tempo.
Nada mais havia
A ser feito
Ou vivido.
Surpreendia- me
Inteiramente desfeito
Naquela memória
Morta de amanhã...
quinta-feira, 4 de julho de 2013
AUTOMATISMO PSIQUICO
Entre a morte
E a sorte
De cada dia
Indisciplinadamente
Sobrevivo ao acaso...
Sigo sem motivos
De encontro ao nada
De cada momento,
Indiferente a toda
Esperança.
E a sorte
De cada dia
Indisciplinadamente
Sobrevivo ao acaso...
Sigo sem motivos
De encontro ao nada
De cada momento,
Indiferente a toda
Esperança.
NADA É PARA SEMPRE...
Somos todos filhos
Do NADA,
Obtusos fragmentos
De existência
A habitar um mundo
Opaco
Onde brincamos
De nos importar
Com as coisas
Enquanto o tempo
Passa e nos mata aos poucos...
Nada é para sempre.
Do NADA,
Obtusos fragmentos
De existência
A habitar um mundo
Opaco
Onde brincamos
De nos importar
Com as coisas
Enquanto o tempo
Passa e nos mata aos poucos...
Nada é para sempre.
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