preso a um tempo
e a um espaço.
Um corpo que diz silêncios,
que inventa afetos e memórias
fechado na fantasia
de sua pequena existência.
Um corpo que quase não sabe de si
entre tantos outros.
Um corpo classificado pela cor da pele, reduzido a estatística,
mão de obra barata e a uma conta no banco.
Um corpo que sente,
que come, caga, fala
e morre preso a uma tempo
e a um espaço que o apaga e consome.