segunda-feira, 6 de abril de 2026

TEMPO, MEMÓRIA E ANGÚSTIA

Não  posso evitar
ou adiar
o fim deste instante
onde me abrigo do tempo
no efêmero prazer 
de um simples momento.

Não posso torná-lo eterno.
Só  posso sofrer sua memória 
como uma ferida aberta na consciência. 

Assim, minha existência segue   feita de muitas ausências e silêncios. 
Afinal, não posso parar o tempo.


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