quinta-feira, 2 de abril de 2026

A MORTE COMO DESTINO



Talvez, no proximo segundo,
meu corpo se torne,
finalmente, coisa morta,
a ser descartada e esquecida,
como os afetos e memórias 
que me definem a vida e o chão. 

A morte é nosso destino na contramão dos dias.
Não  há eternidade, posteridades metafísicas,
céu ou inferno que nos perpetue.
Há apenas o vazio de antes do nascimento,
o depois de tudo,
nossa definitiva ausência,
o fim do caminho e da existência. 
Eis o que nos ensina a prisão  de um leito de hospital.

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