O vazio da verdade,
O vazio da linguagem
E do interprete.
O vazio do silêncio,
A agonia do sujeito,
Do Eu desfeito
Entre as ruinas do Ser.
O vazio,
Pura e simplesmente,
Onde meu nome some
No anonimato do rosto
Enterrado em multidões...
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
POSTERIDADE
Somos todos
Prisioneiros
Do olhar do outro,
Pouco importa
Aquilo que deveras
Nos define o intimo...
Por isso
Viver é uma forma
De se construir
A própria morte,
A forma como
Seremos esquecidos
Ou lembrados.
Prisioneiros
Do olhar do outro,
Pouco importa
Aquilo que deveras
Nos define o intimo...
Por isso
Viver é uma forma
De se construir
A própria morte,
A forma como
Seremos esquecidos
Ou lembrados.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
ALÉM DE TODO ANIVERSÁRIO
O dia do meu nascimento
Perdeu-se no tempo;
Muitos que o celebravam
Hoje estão mortos
E aqueles poucos
Que dele se lembram
Já não me reconhecem mais.
Vivo do beber o futuro
Para embriagar passados
Até o porre
definitivo
De toda idéia de aniversário...
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O DRAMA DO MORIBUNDO
Calado e sem perspectivas
Ele seguia sereno
Em direção ao nada
Na prisão daquele leito.
Não construía falsas esperanças,
Não aguardava a visita
De qualquer amigo.
Apenas abraçava sua dor
Deitado em sua solidão
Divorciando-se da existência.
O passado pesava tanto nos olhos
Que nem percebia
Que o futuro
Fazia as malas
No quarto ao lado
E que o silêncio
Adentrava a sala...
Ele seguia sereno
Em direção ao nada
Na prisão daquele leito.
Não construía falsas esperanças,
Não aguardava a visita
De qualquer amigo.
Apenas abraçava sua dor
Deitado em sua solidão
Divorciando-se da existência.
O passado pesava tanto nos olhos
Que nem percebia
Que o futuro
Fazia as malas
No quarto ao lado
E que o silêncio
Adentrava a sala...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
ULTIMA IDADE
Todos os bons momentos
Morreram com o passado
Enquanto o futuro
Parece ficar
Cada vez mais distante.
É o presente feito apenas
Do significado das coisas perdidas
E vividas que contemplo frágil
Enquanto minha sombra
Geme e cresce.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
MORRENDO
A melancolia daquela noite
Doía nos ossos.
Sabia que estava agora
Diante de meu mais intimo
FIM...
As horas jamais pareceram
Tão escuras.
Mas nada havia a fazer
A não ser esperar
E esperar
Pelo ultimo suspiro
Da minha agonia....
Doía nos ossos.
Sabia que estava agora
Diante de meu mais intimo
FIM...
As horas jamais pareceram
Tão escuras.
Mas nada havia a fazer
A não ser esperar
E esperar
Pelo ultimo suspiro
Da minha agonia....
A MORTE E AS MORTES
A morte é coisa indeterminada.
Afinal,
Pode-se dizer que a melancolia,
O silêncio,
A saudade
E todas as variações abstratas da dor
São em si uma espécie de morte.
As vezes vivemos tão alheios
A vida
Que habitamos qualquer virtual
Modalidade de morrer.
Sim, há mais mortes possíveis
Do que aquela que nos desfaz
Da realidade...
Afinal,
Pode-se dizer que a melancolia,
O silêncio,
A saudade
E todas as variações abstratas da dor
São em si uma espécie de morte.
As vezes vivemos tão alheios
A vida
Que habitamos qualquer virtual
Modalidade de morrer.
Sim, há mais mortes possíveis
Do que aquela que nos desfaz
Da realidade...
Assinar:
Postagens (Atom)






