quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A DOENÇA COMO DESTINO

A doença está em todas as partes.
Mesmo quando exilada nos hospitais.
Dela poucos escapam.
Sempre chega a hora de algum flagelo.
Não importa se rico ou se pobre.
O mundo não é feito apenas de jovens saudáveis
desfilando felicidades.
Há muitos que padecem.
Mas fomos educados para evita-los,
Viver a vida de forma produtiva e alegre,
Como se existisse felicidade.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O PARADOXO DE SER E NÃO SER


A NOITE QUE CAIU SOBRE NÓS


A noite caiu sobre nós.
Cobriu a paisagem como uma sombra densa,
Contaminou todos os lugares,
Escrevendo vazios em portas e janelas.
As ruas já não conduziram a parte alguma
E todos os rostos ficaram mudos e turvos.
Um gosto de fim amargava o tempo.
O céu era o nunca,
O chão um abismo.
Era o fim de todas as soluções.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O QUE NÃO SE DEFINE

Quando a morte acontece já não existe morte,
Apenas silêncio que supera a ausência
E transcende a perplexidade.
Não há percepção da morte.
O morrer é absoluto e indefinido.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

NADA É IMPORTANTE


Existe uma doce irrelevância 
Em tudo aquilo que desejamos.
Nada no fundo importa.
Tudo termina em esquecimento.

Qual o valor do nosso desejo
Se de nada vale nosso sentimento
Contra a crítica do tempo?

Apenas a vaidade nos inspira a vontade.

O ÚLTIMO DIA


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

ENTRE O PASSADO E O FUTURO

De alguma forma meu nascimento e minha morte se comunicam,
Realizam o encontro entre o passado e o futuro.

São dois momentos nulos, ausentes,
Através da indeterminação do tempo presente.

Um dia eles serão um único instante de eternidade
E eu não serei nada.