domingo, 27 de setembro de 2020

SOBRE A INSIGNIFICÂNCIA DA VIDA

Estar vivo é  a mais realista de todas as ilusões. 
O ser vivente é  expressão perecível do terrestre,
É uma miragem na face da terra
Que sustenta a espécie.
Nem mesmo existe para si mesmo,
Pois vive para o mundo,
Para o exterior aos mesmo.
É pequeno, frágil e transitório,
E dura menos que um milésimo de segundo de eternidade.
Estar vivo é  muito relativo,
Muito insignificante...

sábado, 26 de setembro de 2020

DISTOPIA E MELANCOLIA

Seria triste morrer as vésperas do fim do mundo,
Não ver o fim da humanidade, 
Por menos de um segundo,
Do extenso vazio da eternidade.
Afinal, tudo é mais intenso 
Quando chega ao  fim.



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

NOITE E DIA

A noite conheço  o tédio.
De dia vivo em agonia.
A rotina da vida
É um fastio,
Uma piada sem graça 
Compartilhada
Com todos aqueles
Do meu convívio.
Meu único objetivo
É  sobreviver
Sem sentido
Até que um dia a morte
Me apague do mundo
Na coincidência do dia e da noite,
Do passado e o presente,
No ponto final do futuro.
 
 

domingo, 20 de setembro de 2020

MEU ÚLTIMO DIA

Meu último dia
Chegará sem aviso,
Acontecerá sem brilho,
Indiferente a continuidade
Do mundo.

Então,  serei livre de tudo,
Dos outros e de mim mesmo,
Na anulação  do meu nascimento.

Talvez eu seja lembrado
Por algum tempo.
Até  me perder no passado,
Me dissolver em uma época 
Que inventa os mortos 
No deserto do esquecimento.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O QUE É A VIDA?

A vida, no fundo, é  apenas o mais estranho e  incerto estado da matéria.
Definitivamente, a vida é um acidente da natureza,
Algo que não cabe explica e jamais se justifica.

domingo, 13 de setembro de 2020

VIDA QUE SEGUE

Um dia tudo se esgota. 
O mundo segue e a gente fica
No passado dos outros.

A ausência se torna presença
E a vida morta enterra o futuro.
Mas a vida segue...
Triunfa no eterno triunfo do absurdo.


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

INDIGENTE

De tanto matar o tempo
Morreu de repente
Deixando uma vida inadimplente,
Várias questões pendentes,
E uma biografia sem solução. 

Era em todos os sentidos um ninguém
Vivendo na contra mão dos anos,
A margem de todo acontecimento
É da má  vontade com o mundo.