no próximo minuto,
no meu próximo limite de tempo e de mundo,
me arrancando de vez de tudo.
Talvez, no proximo segundo,
meu corpo se torne,
finalmente, coisa morta,
a ser descartada e esquecida,
como os afetos e memórias
que me definem a vida.
A morte é, definitivamente,
nosso destino na contramão dos dias.
Não há eternidade, pós morte,
céu e inferno.
Há apenas o vazio de antes do nascimento.