A MORTE É UM DOS GRANDES TABUS DO IMAGINÁRIO OCIDENTAL.FATO QUE POR SI SÓ JUSTIFICA O ESFORÇO DESTE BLOG DE EXPLORAR SUAS REPRESENTAÇÕES COLETIVAS ECODIFICAÇÕES PESSOAIS...
Estava tão habituado ao fato dos erros, que atrapalhou-se quando tropeçou em um acerto. Caiu e rolou caminho abaixo, impotente e sem jeito. Então, engasgou com um pensamento torto e se asfixiou com o próprio silêncio. Seu nome não foi encontrado em qualquer obituário...
Já não me vejo Aqui Entre os outros desfilando do nada ao lugar nenhum do tempo vivido. Toda filosofia da morte Encontra-se no susto Deste sentimento De ausência Que nos confronta Com o inútil Dos cotidianos Atos humanos. De todas as formas E exatamente agora Todo tempo já passou Por nós e nos fez passar...
As metafísicas da morte hoje se encontram em total desacordo com nossa absolutamente concreta experiência de morrer. Em outras palavras, as tradicionais representações de uma continuidade entre o viver e o morrer já não nos convencem mais, apesar dos esforços realizados pelos religiosos de nos persuadir do contrário. O fato é que a morte já não pode ser domesticada, atenuada, pela falácia do porvir. Não há consolo para perda de um ente querido ou para consciência de nossa própria mortalidade. Não há mais ilusões que nos permitam esquivar do grande limite de toda reflexão representado pela finitude de uma vida humana. Já não morrermos como antigamente...
Sombras e rosas Desfilam Pela dor Da qual não me lembro, Mas que acontece Em mim Neste instante... A dor germina Como uma flor De sangue em horror. A dor Sobre a DOR... Extremado extremo Do avesso Do meu bem estar.