A lembrança de nossos entes queridos já falecidos é um vazio que jamais se fecha em nossa memória. É como se dentro da gente as pessoas que amamos ganhassem uma segunda existência como lembrança, como referência de nossa identidade e significação das coisas vividas. A verdade é que nunca ultrapassamos nossos mortos...
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
A FINITUDE COMO PRINCÍPIO
Caso pudesse saber quantos dias me restam de vida, poderia então planejar minha existência em função de um ponto final, inventar um destino orientado para qualquer lógica de inicio, meio e fim, em lugar de seguir ao sabor da sucessão de dias e anos na ilusão de que sempre viverei algum futuro.
Atualmente, morrer não faz parte dos cálculos pragmáticos de nosso simples cotidiano.
Vivemos em uma sociedade baseada na afirmação unilateral da vida como princípio, onde cabe a morte a condição de apenas uma sombra que ignoramos...
Atualmente, morrer não faz parte dos cálculos pragmáticos de nosso simples cotidiano.
Vivemos em uma sociedade baseada na afirmação unilateral da vida como princípio, onde cabe a morte a condição de apenas uma sombra que ignoramos...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
VIDAS VAZIAS
Vidas que já não vivem,
Que habitam o mundo
Em rala existência...
Que apenas persistem
Na banalidade da simples
Presença.
Vidas que já não vivem...
Não são poucas.
Que habitam o mundo
Em rala existência...
Que apenas persistem
Na banalidade da simples
Presença.
Vidas que já não vivem...
Não são poucas.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
INFANCIA E EVASÃO
O encanto do canto das cigarras ao por do sol ecoa na memória como melancólica visita a infâncias. Nostalgia de um mundo cuja simplicidade das coisas, a consciência simples da própria condição humana, acorda uma desesperada vontade de evasão.
É como se toda a realidade já não fizesse qualquer sentido, como se a vida não vivesse mais...
É como se toda a realidade já não fizesse qualquer sentido, como se a vida não vivesse mais...
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
MORTE E FINITUDE
Nenhuma ilusão metafísica de vida após a morte me parece mais rica do que a simples consciência da perenidade e finitude como essência da própria existência.... Costumamos dar a vida mais importância do que ela realmente tem no jogo cego e sem propósitos da natureza.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
MORTE VIRTUAL
É estranho perceber
O quanto,
Às vezes,
Nossos corpos perecem
Porque
Simplesmente
Estamos tristes...
O quanto somos vitimas
De nossos condicionamentos
Cerebrais...
O quanto,
Às vezes,
Nossos corpos perecem
Porque
Simplesmente
Estamos tristes...
O quanto somos vitimas
De nossos condicionamentos
Cerebrais...
A CONDIÇÃO SOCIAL DOS MORTOS VIRTUAIS
Os mortos são aqueles que foram apagados pelo seu próprio silêncio em virtual presença entre as coisas. Tomando como referência tal definição, a morte não é apenas o fim da vida, mas também uma condição social daqueles indivíduos que se apartam dos outros em seu mais intimo sentimento de subjetividade e intimidade de caos.
Morrer é um fenômeno complexo que transcende de muitas maneiras o mero comprometimento físico....
Morrer é um fenômeno complexo que transcende de muitas maneiras o mero comprometimento físico....
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