terça-feira, 13 de maio de 2014

AFORISMA SOBRE A FELICIDADE

Qualquer um que se exponha ao sonho de alguma felicidade, deve estar disposto a sacrificar sua inteligência.
Pois entre a realidade e a felicidade existe um abismo. não há como ser feliz e realista ao mesmo tempo.
A vida, afinal, não possui propósitos ou metas. Ela não passa de uma luta constante pela própria sobrevivência.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

CONTRA A FALÁCIA RELIGIOSA DA VIDA APÓS A MORTE

Rio das idiotices religiosas sobre a crendice de uma eventual vida após a morte.
Tais supertições brincam com o bom senso, o luto e o medo das pessoas.
Um dos maiores crimes religiosos é tentar nos convencer contra todas as evidências
de que a morte não existe, que devemos enganar nossas dores e angustias com o falso comforto
de que tudo sempre continua.
Contra todas as sandices metafísicas afirmo que uma vida autêntica e rica em experiências começa justamente
com a aceitação de nossa finitude.
Morrer faz da existência um labirinto onde constantemente aprendemos e reaprendemos o mundo.

domingo, 11 de maio de 2014

MORRER PÕE TUDO A PERDER

Nunca viverei o suficiente para dar por terminada minha vida.
Mesmo depois que todos aqueles que compartilharam comigo o existir de uma época morrerem,
mesmo quando não mais me reconhecer nos lugares que por muito tempo me foram familiares
e meu corpo megar a mim mesmo,
Até o úlimo suspiro alimentarei minhas fantasias de eternidade.
Afinal, morrer põe tudo a perder.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A VIDA DOS MORTOS

 A vida dos mortos é a lembrança.
Mas podemos lembra-los de duas formas distintas:  a forma passiva e a ativa.
A lembrança passiva é aquela em que a memória dos nossos mortos manifesta-se  apenas como vazio e ausência.
A lembrança ativa é quando  sua memória, de algum modo,  condiciona nosso dia a dia através da herança dos seus atos como se eles fossem uma abstrata presença atuante em nossas vida.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A ESSÊNCIA DA FATALIDADE

É estranho como só realmente acreditamos que vamos morrer quando já estamos a dois passos da morte.

Somos cretinamente educados para valorizar e acreditar na vida como se isso fosse  fazer qualquer diferença
depois de morrermos, como se a vida pessoal fosse importante, e que não apenas meia duzia dentre os milhoes de seres humanos que habitam o mundo, fosse ciêntificado da perene existência de determinada pessoa.

Diante da morte, somos todos anônimos. nenhuma ilusão religiosa pode mudar isso....

sexta-feira, 2 de maio de 2014

SOBRE A FALTA DE SENTIDO DA VIDA

O que há de mais significativo na  existência humana é a sua  ausência de significação objetiva.

Não carecemos de motivos para viver. 
Apenas vivemos; e isso nos basta em meio a perenidade de tudo aquilo que nos define.

Por que haveria de ser diferente?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

PROTESTO MÓRBIDO

Morrer é saber o passado
como algo mais intenso
do que a crítica do tempo presente.
Morrer é a recusa dos dias,
rotinas  e lixos de imaginações.
Morrer é a arte
 de não mais suportar
a mediocridade do mundo vivido.