Assustadoramente não possuímos qualquer segurança em relação à existência.
Podemos repentinamente morrer pelo aleatório e ocasional somatório de pequenos eventos sobre as quais não temos qualquer controle.
Tudo simplesmente acontece, sem justificativas ou finalidades.
Morrer é absolutamente banal...
A constatação do fato nos coloca diante do absurdo da vida e da fragilidade da própria condição humana. Mas isso não significa absolutamente nada.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
LEMBRANDO MEUS MORTOS
Gritam dentro de mim
O silêncio dos meus mortos
Na primária solidão do meus eus
Enterrados em afetos feridos.
Quantos vazios são feitos
De boas lembranças!
Quantas pequenas agonias
Tumultuam a tarde morna
Enquanto recordo
Dias felizes
Que não voltam mais!
Povoado de ausências
Quero beber o tempo,
Embriagar-me de lembranças,
Até que essa falta,
Essa vontade,
Desista de doer.
O silêncio dos meus mortos
Na primária solidão do meus eus
Enterrados em afetos feridos.
Quantos vazios são feitos
De boas lembranças!
Quantas pequenas agonias
Tumultuam a tarde morna
Enquanto recordo
Dias felizes
Que não voltam mais!
Povoado de ausências
Quero beber o tempo,
Embriagar-me de lembranças,
Até que essa falta,
Essa vontade,
Desista de doer.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
IMEDIATISMO LÍRICO
Brindaremos
Ao mundo, a vida
E a incerteza.
Pois do amanhã
Ninguém sabe.
Os copos poderão estar vazios,
As bocas amargas
E as vontades quebradas.
Brindaremos ao momento,
Ao aqui e agora que nos sustenta
Sem pensar no futuro
Que nos fará ausentes.
Ao mundo, a vida
E a incerteza.
Pois do amanhã
Ninguém sabe.
Os copos poderão estar vazios,
As bocas amargas
E as vontades quebradas.
Brindaremos ao momento,
Ao aqui e agora que nos sustenta
Sem pensar no futuro
Que nos fará ausentes.
MORTE SURREALISTA
Leiam nas entrelinhas do horizonte
A fatalidade do meu destino.
Viverei como me for possível
Até morrer esquisito,
Esquecido e sozinho
Contemplando as estrelas
No fundo de algum buraco.
A fatalidade do meu destino.
Viverei como me for possível
Até morrer esquisito,
Esquecido e sozinho
Contemplando as estrelas
No fundo de algum buraco.
domingo, 6 de julho de 2014
AFORISMA SOBRE AS POSSIBILIDADES DA VIDA
Na maior parte do tempo desperdiçado em simples cotidiano, a vida passa pela gente muda. Não sabemos todas as possibilidades de cada pequeno momento, o infinito de hipóteses e possibilidades que morrem em cada instante.
A vida jamais será uma linha reta. Tal alegoria apenas define a morte....
sábado, 5 de julho de 2014
DEPOIS QUE A DOR MORREU
Tudo ficou pior depois que a dor morreu.
Pois ela deixou o vazio escrito no cotidiano,
um sentimento desfeito no absoluto da ausência
que redefinia o futuro.
A perda se estabeleceu,
criou raizes
e me deixou atônico
com noso passado engasgado no peito.
Tudo ficou pior depois que a dor morreu.
Pois ela deixou o vazio escrito no cotidiano,
um sentimento desfeito no absoluto da ausência
que redefinia o futuro.
A perda se estabeleceu,
criou raizes
e me deixou atônico
com noso passado engasgado no peito.
Tudo ficou pior depois que a dor morreu.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
MORTE
A morte define o tempo,
Transforma pensamentos e atos
Em nada,
Apaga tudo aquilo que somos
Ou fomos.
A morte não negocia,
Põe fim a toda esperança
E apaga qualquer perspectiva.
A morte é definitiva...
Transforma pensamentos e atos
Em nada,
Apaga tudo aquilo que somos
Ou fomos.
A morte não negocia,
Põe fim a toda esperança
E apaga qualquer perspectiva.
A morte é definitiva...
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