terça-feira, 7 de julho de 2015

ENVELHECER

Sinto o tempo pesando no corpo.
Envelheço
Esclarecendo todos os vazios
Do meu ser no tempo.
Quantos de mim já fui?
De quantos eus me perdi
Inventando o mundo
Dentro de mim  mesmo.
Amanhã agora

É cada vez mais tarde.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

MALDITA SEJA ESTA VIDA!

A vida é apenas isso.
A falta de sentido
Entre o nascimento e a morte
E a agonia do intervalo
Onde a gente tenta se inventar
Como gente.
Mas tudo que se impõe
É o fatalismo
De se perder de si mesmo
Na falta de sentido

Da agonia de ser.

MORTE E FILOSOFIA

Sofria de filosofias.
A vida era apenas
Um ato de pensamento,
Uma busca gramatical.

Era preciso inventar significados
Que fossem maiores do que os fatos
E mais fortes do que o tempo.

Pensar é um modo de perecer,
De desaprender o cotidiano
E se render diariamente
A própria morte.


sábado, 4 de julho de 2015

TEMPO E MORTE

Era cedo demais para morrer
E tarde demais para viver.
Era ontem, amanhã e nunca.
Tudo se perdia em qualquer angustia
Enquanto eu seguia inútil
Entre  paisagem contemporânea.
Já não estou vivo
Nem morto.
Sinto-me apenas absorto
Entre o absurdo e o caos
De me saber enterrado no tempo

Que me consome.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O TEMPO E A MORTE

Era cedo demais para morrer
E tarde demais para viver.
Era ontem, amanhã e nunca.
Tudo se perdia em qualquer angustia
Enquanto eu seguia inútil
Entre  paisagem contemporânea.

Já não estou vivo
Nem morto.
Sinto-me apenas absorto
Entre o absurdo e o caos
De me sentir enterrado no tempo

Que me consome.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

SÓ SEI QUE ESTAMOS TODOS MORRENDO...

A verdade é que a gente morre um pouco todos os dias e nem se importa com isso. Vivemos como se não fossemos efêmeros, vazios de Ser em uma existência em mansa agonia.
O futuro?  O Futuro é feito no fundo de tudo aquilo que nunca iremos viver.


Então acenda teu cigarro, solta a fumaça e pensa ali no meio do nada sobre todo o absurdo que define o ato tosco de estar vivo. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A VIDA NOS MATA

Quando levamos a vida ao trancos e barrancos, apenas cumprindo obrigações, nos damos conta que pouco vivemos e morrer é quase a fatal confirmação desta triste constatação.
Há de fato coisas piores do que a morte. Isso a gente aprende com a idade e com as perdas sofridas e acumuladas  ao longo de uma vida inteira.

Chega uma hora em que já não é possível estar alegre ou triste. Apenas sabemos que tudo passa e nada podemos fazer quanto a isso.


Por isso digo que a morte é um conceito que nos define a própria vida.