A consciência de mim mesmo é tão somente consciência de um mundo que me consome.
É o mundo que existe e me contém como um efeito menor de seu acontecimento. Sou perecível é acidental, mas carrego em minha singularidade todas as possibilidades desta realidade que me transcende e esclarece. Sou tudo e nada ao mesmo tempo.
A consciência de mim mesmo é o saber paradoxal da morte como essência deste nada que é a vida. O inorgânico é o fundamento do orgânico nos abismos da biologia.

