somos todos filhos do nada, sem qualidades, buscando o mais
intenso do efêmero de cada momento.... somos todos tempestades, vento e e lixo
de abstratas certezas...
quinta-feira, 13 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
GAROTO PERDIDO
Naquele dia nublado
O garoto de olhos tristes
Acordou sem rosto,
Sem infância,
Vontades ou alegrias.
A casa estava vazia,
Vazia dele mesmo
Em um dia
Que jamais amanheceu....
LIMBO
Apenas tento,
Aprendo e esqueço
Pagando o alto preço
De estar preso,
Sem endereço,
No limbo dos desejos
No qual aos poucos
Me desfaço e desapareço....
quinta-feira, 6 de junho de 2013
QUEDA
Estava tão habituado ao fato dos erros, que atrapalhou-se quando tropeçou em um acerto.
Caiu e rolou caminho abaixo, impotente e sem jeito.
Então, engasgou com um pensamento torto e se asfixiou com o próprio silêncio.
Seu nome não foi encontrado em qualquer obituário...
Caiu e rolou caminho abaixo, impotente e sem jeito.
Então, engasgou com um pensamento torto e se asfixiou com o próprio silêncio.
Seu nome não foi encontrado em qualquer obituário...
segunda-feira, 3 de junho de 2013
TEMPO VAZIO
Já não me vejo
Aqui
Entre os outros
desfilando
do nada ao lugar nenhum
do tempo vivido.
Toda filosofia da morte
Encontra-se no susto
Deste sentimento
De ausência
Que nos confronta
Com o inútil
Dos cotidianos
Atos humanos.
De todas as formas
E exatamente agora
Todo tempo já passou
Por nós e nos fez passar...
Aqui
Entre os outros
desfilando
do nada ao lugar nenhum
do tempo vivido.
Toda filosofia da morte
Encontra-se no susto
Deste sentimento
De ausência
Que nos confronta
Com o inútil
Dos cotidianos
Atos humanos.
De todas as formas
E exatamente agora
Todo tempo já passou
Por nós e nos fez passar...
JÁ NÃO MORREMOS COMO ANTIGAMENTE
As metafísicas da morte hoje se encontram em total desacordo com nossa absolutamente concreta experiência de morrer. Em outras palavras, as tradicionais representações de uma continuidade entre o viver e o morrer já não nos convencem mais, apesar dos esforços realizados pelos religiosos de nos persuadir do contrário.
O fato é que a morte já não pode ser domesticada, atenuada, pela falácia do porvir. Não há consolo para perda de um ente querido ou para consciência de nossa própria mortalidade. Não há mais ilusões que nos permitam esquivar do grande limite de toda reflexão representado pela finitude de uma vida humana.
Já não morrermos como antigamente...
O fato é que a morte já não pode ser domesticada, atenuada, pela falácia do porvir. Não há consolo para perda de um ente querido ou para consciência de nossa própria mortalidade. Não há mais ilusões que nos permitam esquivar do grande limite de toda reflexão representado pela finitude de uma vida humana.
Já não morrermos como antigamente...
DOENÇA E DOR
Sombras e rosas
Desfilam
Pela dor
Da qual não me lembro,
Mas que acontece
Em mim
Neste instante...
A dor germina
Como uma flor
De sangue em horror.
A dor
Sobre a DOR...
Extremado extremo
Do avesso
Do meu bem estar.
Desfilam
Pela dor
Da qual não me lembro,
Mas que acontece
Em mim
Neste instante...
A dor germina
Como uma flor
De sangue em horror.
A dor
Sobre a DOR...
Extremado extremo
Do avesso
Do meu bem estar.
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