sábado, 17 de janeiro de 2015

VIVER É LOTERIA

Somos todos incrivelmente frágeis e perecíveis.
A vida é uma espécie de loteria.
Posso morrer amanhã
Por qualquer trágico acaso.
Mas prefiro não pensar sobre isso.
O fato é que todos os dilemas,
Sonhos e objetivos
Que me inspiram agora
Podem se desfazer
No nada de um simples segundo.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

CONTRA A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Malditos sejam aqueles que acreditam em vida eterna!
Pois não se contentam em cultivar tal disparatada crença infantil na  imortalidade de uma suposta alma, mas impõe a todos seu desatino sem admitir recusas.
Pois não quero e não aceito o consolo tolo de sua morte domesticada e “feliz”.

Prefiro a dor e a realidade de viver minha finitude e a perda daqueles que amo sem qualquer ilusão idiota. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O NADA DA VIDA

Eu me calo profundamente agora.
Recuso todos os discursos,
Qualquer possibilidade humana
De expressão.

Nenhuma intencionalidade
Me agita neste momento,
Vontade alguma me acende o peito.

Apenas existo,
E existir é mesmo que nada
Frente as exigências da vida
Que tão ferozmente

Me ultrapassa.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O ABSOLUTO DA MORTE

As saudades escritas nas lápides dos túmulos muitas vezes já não são mais sentidas.
Ali permanecem como testemunho de uma dor que o tempo devorou.

Todos que a sentiram já não estão mais vivos,
Não há mais falta,
Muito menos memórias.


A morte levou tudo.

domingo, 11 de janeiro de 2015

MORTE E REBELIÃO

Eu não vivo em sociedade.
Eu vivo em mim mesmo
Entre os limites dos outros
E os da  minha vontade.
Pouco me importa
Certezas e vaidades,
Meu destino é o fim e a morte
Que quero fazer acontecer

Com esta merda de sociedade.

sábado, 10 de janeiro de 2015

MORTALHA

Acordei com saudades de mim mesmo,
Da presença dos meus mortos
E de tempos
Que não voltam mais.
Acordei carente de uma vida
Que não será jamais.
O futuro agora
Quase não me importa.

Não serei...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SEM FUTURO

Não estou preparado para o futuro.
Recuso-me a viver meu último dia,
A me tornar inteiramente passado,
Enquanto o mundo, simplesmente,
Seguir em frente,
Sem qualquer sentido ou propósito.

Ainda me sinto preso
Aos desafios do não vivido.