terça-feira, 11 de agosto de 2026

SINGULARIDADE E FINITUDE


Tudo que é eterno é  medíocre, insignificante.
Pois é a morte  o que torna a vida interessante.

O que passa é  raro, singular e fecundo.
Tudo que morre é  sublime, único.

Maravilhosa é a fragilidade deste puro instante que sustenta, provisoriamente, 
a vida na incerteza do tempo e do espaço do corpo que um dia me fará morto. 

Tudo que existe é longe, 
dentro de mim  distante.



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