sábado, 22 de agosto de 2026

SOU APENAS UM CORPO QUE MORRE

Sou apenas um corpo
preso a um tempo
e a um espaço. 

Um corpo que diz silêncios,
que inventa afetos e memórias
fechado na fantasia
de sua pequena existência.

Um corpo que quase não sabe de si
entre tantos outros.
Um corpo classificado pela cor da pele, reduzido a estatística,
mão de obra barata e a uma conta no banco.

Um corpo que sente, 
que come, caga, fala
e morre preso a uma tempo
e a um espaço que o apaga e consome.









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