domingo, 1 de novembro de 2026

EMBRIAGUEZ SOBERANA

Bebo ao tempo que me mata
e a eternidade que me escapa.

Bebo a finitude, ao anonimato
e a minha insignificância. 

Bebo aos meus mortos,
a vida dos outros e
a minha morte.

Bebo porque sou nada,
porque me falta sorte.

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